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O maior inimigo de Odin – Depressão no contexto Heathen

About

Xander is a student of Anthropology, and a general history nerd. He focuses on studying Heathen Lore and reconstructing the fragments of the ancient traditions, in order to see how they can be applied to a modern community of believers.

Eu amo essa comunidade. Eu amo a tolerancia aberta do guarda-chuva pagão tanto quanto a força pé-no-chão e a praticidade do Heathenry. Existe uma razão para eu ainda ser um heathen. Heahenry está longe de ser perfeito, mas nunca disse que seria. Parte dessa força vem do reconhecimento nossas próprias imperfeições e do trabalho para melhorar, tanto enquanto indivíduos como enquanto comunidade. E esse é o porquê eu escolhi escrever hoje sobre algo que nossa comunidade não gosta de falar.
A comunidade Heathen não lida bem com doenças psicológicas ou depressão. Pronto. Está dito.
Eu já escrevi antes sobre como nossa comunidade coloca uma ênfase tão grande no valor da auto-suficiência (sem mencionar uma certa quantidade de machismo) que pedir ajuda pode ser uma luta grande. Como um heathen eu frequentemente senti que falar sobre depressão iria mais me trazer julgamento que ajuda. Pra um grupo que é normalmente focado no Frith e em ajudar os amigos e irmãos, heathens podem ser incrivelmente não-prestativos quando o assunto é a batalha mental ou emocional. Você provavelmente vai ouvir um “seja homem!” brusco antes de qualquer conselho construtivo, ou mesmo um ouvido amigo.
A comunidade de fé de alguém deveria ser um bálsamo, não um fardo. Se não podemos nos voltar ao nosso próprio Kindred ou Clero para conseguir apoio entao qual é o propósito deles existirem? Se nós excluímos aqueles entre nós que mais precisam de nossa ajuda, como nós esperamos construir organizações reais e duradouras? E talvez mais frustrante ainda é o fato de que nossa Tradição FALA sobre isso, mas isso é normalmente ignorado. Se você quer ver como até o mais forte e devoto heathen pode sofrer com a depressão, você não precisa olhar além do próprio Pai-de-todos.
Sim, Odin, rei de Asgard, glorioso senhor da batalha e mestre entre os poetas, luta com esses mesmos demônios internos. Por toda a Tradição, Odin regularmente batalha com problemas que aqueles entre nós que tiveram que lidar coma  depressão podemos reconhecer. O Pai-de-todos não é uma pessoa feliz por natureza. Uma vez após a outra nós o vimos carregando o fardo do arrependimento e dos destinos que ele não pode controlar. Enquanto sua história progride, sua constante luta o muda enquanto pessoa. Ele se torna mais e mais cínico, olhando o mundo com menos esperança, e mais ceticismo. O Grimnismál nos traz uma das visões mais claras disso, e nas palavras do próprio Odin.
Huginn ok Muninn               Huginn e Muninn
fljúga hverjan dag             Voam todo dia
Jörmungrund yfir;              Sobre o vasto mundo
óumk ek of Huginn              Eu temo por Huginn
at hann aftr né komit,         Que talvez não volte para mim
þó sjámk meir um Munin.        Mas por Muninn é que temo mais
O que Odin Pai-de-todos teme mais? Não a morte, não o Ragnarök, mas a perda de seu Munr. o Munr é uma parte do conceito nórdigo antigo do ser, e é a palavra de onde o nome Muninn deriva. É a parte da mente que engloba as emoções. Embora não existe nenhum correspondente em inglês [nem em português, até onde meus conhecimentos vão], a melhor tradução seria desejo ou (força de)vontade. O que ele expressa aqui é o medo de perder sua paixão pela vida, ou, mais precisamente, seu desejo de viver. O deus caolho carrega o peso do conhecimento extraordinário, e nem todo conhecimento traz alegria. Nós vemos suas palavras no Hávamál expressar a mesma ideia quando ele diz “Não existe pior doença para o sábio que não ter mais nada para se apaixonar”.
E assim é a depressão. Oi, no mínimo, como pode ser. Imagine que sua mente é um motor de combustão interna, e você só tem um tanto de combustível para passar o dia. Cada tarefa ou inferação social te custa tanto combustível que no final do dia ele acaba e você vai pra cama exausto. A pessoa normal pode escolher dedicar seus recursos como desejar e raciona-los para se certificar que eles durem até a hora de “recarregar”. Agora imagine que você não consegue desligar o motor. Você gasta recursos para fazer as coisas, mas entre essas tarefas seu motor ainda está lá, gastando combustível. E ainda mais estressante é o fato de que você não consegue “recarregar” direito. Você nunca completa o tanque, porque seu motor nunca para.
Tudo que você quer tentar e completar deve ser feito com o barulho constante da dúvida, arrependimento, preocupação e medo. Qualquer morro parece uma montanha porque você tem que carregar tudo isso com você. Durante os pontos mais difíceis de depressão, só reunir a energia necessária para demonstrar uma emoção pode ser exaustivo. Como gastar essa energia quando você já começa o dia com o tanque na metade e te custa o dobro da energia pra cumprir até as tarefas mais comuns? Não importa se você tem noção disso, se você consegue se dizer o que está acontecendo. Não tem um botão mágico de desligar para consertar o problema. Nenhuma quantidade de força de vontade vai fazer isso desaparecer.
Então o que o Pai-de-todos nos ensina sobre lidar com esses assuntos? Certamente que não é pra “virar homem e seguir com a vida”. Para Odin nunca faltou força de vontade. Depressão não é um sintoma de fraqueza. Quando se convencer a sair da cama de manhã já é uma guerra, e cada interação social parece um teste de fogo, mas você ainda tem que levantar e fazer tudo isso, nenhuma parte disso é fraqueza. Não, Odin nos mostra como achar um tipo diferente de força.
Eu disse muitas vezes que Heathenry é, acima de tudo, prática. Odin não acha um tipo de cura mágica, porque não existe uma. Na verdade ele Luta uma guerra em dois frontes todos os dias, lutando com inimigos tanto de dentro quanto de fora. Então onde ele consegue a força pra confrontar isso?
Kith e Kin
Odin mesmo disse. Se apegue ao que você é apaixonado. É sempre mais fácil lutar por aqueles que amamos do que é lutar por nós mesmos. Todos nós já vimos. Quantas vezes nós deixamos um insulto passar apenas para achar aquela última gota quando aqueles que amamos são atacados? Mesmo quando seria uma coisa tão simples desistir porque nao temos a energia para ligar, quando a família chama (sangue ou nao) nós encontramos um caminho. Todos nós temos pessoas que  dependem de nós. Parceiros que merecem um amante funcional. Filhos que dependem de nós para a vida. Pais que nos deram tudo que eles tinham para que nós florescecemos. Amigos que precisam saber que eles podem nos chamar quando os tempos ficarem difíceis, porque eles fariam o mesmo para nós.
É por isso que é especialmente horrível ver essas pessoas sendo repreendidas e diminuídas por aqueles que deveriam ser sua fonte de força e inspiração. Essas pessoas juntaram a força de vontade pra encarar o mundo, e aí a coragem para pedir ajuda dos seus amigos, apenas para serem chamados de fracos pela própria coisa que deveria estar o ajudando a seguir em frente. Quando vemos esses em nossa comunidade pedindo ajuda, a última coisa que eles precisam ouvir é “Supere”.
A resposta certa está bem aqui na nossa tradição:
“Você é querido, você é necessário, e você é aceito como você é.”

Translated from English to Portuguese by Carlo Marcello

Traduzido do Inglês para Português por Carlo Marcello
2016 Huginn's Heathen Hof